quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Uma quinta-feira de primeira

Hoje eu acordei animada. Depois de dois dias, comecei a enxergar meu copo meio cheio ao invés de meio vazio, como eu estava fazendo. 
Estou sem carro e reaprender a usar transporte público e desembolsar com táxi todos os dias não tem sido fácil de engolir. Mas acordei mais animada. 
Deus me fez com um pitada de resiliência, eu acho. Apesar de reclamar, choramingar e ruminar a mudança por alguns dias, me adapto com certa facilidade e acabo me acostumando com o novo. (Neste caso, ainda não me acostumei, apenas me conformei...)
Apesar da dificuldade, não deixei de fazer nada, cumpri todos os meus compromissos e ontem, entre um e outro, almocei sozinha no centro da cidade. O restaurante era pequeno, fica em uma ruazinha tranquila, meio antiguinho, mas bem acolhedor. Em todas as mesas tinha uma toalha colorida e a comida estava deliciosa! 
Me servi e escolhi um lugar perto da janela para olhar o movimento. 
A casa da frente me chamou a atenção. É uma casa dessas bem antigas, mas reformada. Fiquei olhando cada detalhe e a reforma, que ao primeiro olhar, pode parecer que a deixou mais bonita e "moderna", me pareceu exatamente o contrário. Era como se  entre nós houvesse um filtro, uma máscara, que escondia a essência e a beleza da casa. 
Ao analisar mais um pouco, percebi os detalhes, os contornos do telhado e a janela. Ah, a janela! Uma grande janela, com grades, como tudo que vemos hoje em dia, mas eram grades diferentes, quase um adorno. 
Registrei, não com uma foto, mas com um desenho (ou rabisco): 

Créditos da imagem: Amelinha 


Nenhum comentário:

Postar um comentário