Hoje eu vi uma cena no shopping que me despertou um
sentimento ambíguo.
Enquanto eu apreciava um cappuccino com doce de leite,
passou um pai olhando fixamente no celular, segurando a mão do seu filho
pequeno. O menino perdeu um sapato e chamou a atenção do pai três vezes, até
que ele parou de olhar o celular e viu que o sapato do filho estava lá atrás e
eles voltaram para pegar.
No início eu achei engraçadinho. Minha colega logo disse: ‘os
problemas da modernidade’. Depois que ela chamou minha atenção para isso, parei
para pensar em como eu estava me relacionando com os aparatos tecnológicos.
É um caminho sem volta. É inevitável, a cyber cultura e o
cyber espaço fazem parte da nossa vida e nós temos que lidar com isso. Até para
uma entrevista de emprego nossas redes sociais são avaliadas. Fale-se muito sobre
fazer desintoxicação do mundo virtual que está cada vez mais presente no dia a
dia, hoje existe até o tempo exato que se deve passar navegando na internet e
existem aplicativos para regular o tempo que você utiliza suas redes sociais.
Acho isso engraçado também, porque isso é algo difícil de generalizar já que o
tempo é uma entidade relativa.
É legal curtir as
ideias dos outros, compartilhar conteúdos interessantes e postar o que estamos
pensando. Entretanto, a vida não pode girar em torno disso. A pergunta que fica
é ‘ficamos tanto na frente de computadores, smartphones, tablets, que as vezes não
percebemos o que acontece do nosso lado’? Essa pergunta eu já respondi. A questão é sempre o modo como vamos
utilizar esses aparatos e achar a dosagem certa entre o a realidade virtual e a
realidade.
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