Hoje eu estava navegando pelo
Instagram e me deparei com o perfil de um artista plástico que me chamou a
atenção, tanto pela qualidade de seus trabalhos, quanto pela descrição de seu
perfil.
Os trabalhos postados são
primorosos! Aquarelas, desenhos feitos à carvão e outras técnicas plásticas
produzindo obras únicas, que encantam quem as contemplam pela sensibilidade do
traço e pela maestria no uso das cores.
Nessa galeria virtual, um pássaro
aquarelado prendeu meu olhar por alguns instantes, a mistura de cores e os
pequenos detalhes gentilmente retratados fazem com que a imagem salte da tela e,
na imaginação de quem a vê, crie asas e voe pelos jardins dos sonhos, nas
nuvens, fazendo referência à descrição do perfil do artista, que se apresenta
como um nefelibata.
Essa palavra tão áspera, que para
mim, tem uma dureza própria de sua pronuncia, se contrapõe ao seu significado
poético, leve e onírico:
nefelibata
ne.fe.li.ba.ta
adj e s m+f (gr nephéle+bates) 1 Que, ou pessoa que anda ou vive nas nuvens. 2 Que, ou literatos que são excêntricos, que desconhecem ou desprezam os processos conhecidos e o bom senso literário. 3 pej Que, ou pessoa que, dominada por um suposto ideal, não atende aos fatos da vida positiva nem às lições da experiência.
ne.fe.li.ba.ta
adj e s m+f (gr nephéle+bates) 1 Que, ou pessoa que anda ou vive nas nuvens. 2 Que, ou literatos que são excêntricos, que desconhecem ou desprezam os processos conhecidos e o bom senso literário. 3 pej Que, ou pessoa que, dominada por um suposto ideal, não atende aos fatos da vida positiva nem às lições da experiência.
As nuvens são elementos presentes
tanto em contos de fadas, quanto na alegoria religiosa própria do que é santo e
divino, ambos alimentam de alguma forma a sede dos que são sensíveis às coisas que
não se pode ver ou tocar. Os artistas se deixam conduzir pelo seu movimento e
produzem obras primas, é das nuvens vem a sua inspiração; os religiosos creem
que é de lá que vem o sopro Divino e é lá o lugar seguro e que abriga todos os
seres de coração puro.
Tudo isso me fez refletir sobre a
minha natureza nefelibata. Muitas e muitas vezes me pego sobrevoando outras
terras, navegando em outros mares, até que o cordão que ainda me segura em
terra firme me faz voltar ao meu lugar de origem (ou pelo menos onde construí
minha morada). Aqui tenho pouso, tenho fortaleza, mas é nas nuvens que encontro
combustível criativo e alimento a minha fé.
Acho que descobri uma nova descendência
da qual faço parte, mas que até então não tinha conhecimento. Sou uma
nefelibata.
Amelinha, depois você tem que me ensinar a falar essa palavra hahaha Adorei
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