Eu adoro os textos da Martha Medeiros, ela escreve coisas tão simples, mas tão sinceras. Me identifico muito com
seus textos, claro que não em tudo, mas grande parte de suas reflexões parecem
narrar a vida da maioria das mulheres, inclusive a minha. Ela escreve sobre
nossos medos e inseguranças (que parzinho inconveniente!), nossas experiências e,
principalmente, sobre a forma de enxergarmos o mudo.
Hoje li um poema dela que dizia: "Sou uma mulher madura que às vezes brinca de balanço / sou uma criança insegura que às vezes anda de salto alto". Me identifico totalmente com esses versos. Ah, e só para deixar claro, mulher madura no bom sentido, afinal só tenho trinta e poucos aninhos, mas que já me dão uma certa autoridade para falar sobre o verbo viver.
Hoje li um poema dela que dizia: "Sou uma mulher madura que às vezes brinca de balanço / sou uma criança insegura que às vezes anda de salto alto". Me identifico totalmente com esses versos. Ah, e só para deixar claro, mulher madura no bom sentido, afinal só tenho trinta e poucos aninhos, mas que já me dão uma certa autoridade para falar sobre o verbo viver.
E que verbo! Sua conjugação
é muito complexa, requer muita disciplina e vontade de conjugá-lo e, digo mais,
conjugar esse verbo sem vontade é como cometer um lento suicídio. Afinal de
contas, suicídio é desistir de viver.
Mas voltando ao poema,
uma mulher madura que às vezes brinca de balanço... essa sou eu. Mas eu
retiraria a expressão às vezes. Prefiro
brincar de balanço sempre! Fechar meus olhos e me deixar levar no balanço dos
dias, das horas, sonhando com meus planos e sonhos... Mas, nesse momento
vem a segunda estrofe: sou uma criança insegura que ás vezes anda de salto
alto. E não só insegura. Tímida, medrosa e muitas vezes omissa.
Sei que posso fazer melhor,
mas é tão difícil falar quando é mais confortável (ou menos arriscado)
ficar em silêncio. E nessa situação os planos feitos em silêncio não são
compartilhados e podem ser esquecidos…
Mas uma coisa é certa:
Deus estará ao meu lado no sucesso ou no fracasso e, aconteça o que acontecer, o
balanço ainda vai estar lá e o verbo ainda tem muito a ser conjugado.
Tenho muito a
dizer, mas por enquanto eu eu prefiro voltar ao meu balanço e continuar sonhando...
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