domingo, 21 de fevereiro de 2016

Saudades Lusas

Neste domingo sem sal e nem açúcar, eu acordei com saudades de duas mulheres: de Lisboa e de mim. 

Saudades de Lisboa pois ela é menina e moça, cidade, mulher da minha vida e saudades de quem eu era quando morava lá.

Se já é difícil se apaixonar por alguém, imagina por uma cidade. Qualquer cidade que a gente vá, irá despertar alguma coisa em nós. Temos que andar pelas suas ruas para descobrir tudo que ela pode nos dar, todos os seu sons, suas praças e seus cheiros. Depois de descobrir um pouco de Lisboa e dos lisboetas, eu me peguei sentindo saudades de mim e de quem eu era nessa época. Não estou cá a dizer que o meio faz a pessoa, mas que ele ajuda um cadinho ajuda. 

Achei engraçado sentir saudades de mim, pois esse sentimento foi a confirmação de que eu mudei e incorporei Lisboa no meu eu. 

Um conselho que ouvi de uma pessoa importante para mim foi 'deixa para sentir saudades quando estiver velha, agora é hora de viver!'. Sábio, mas quando a saudade vem ela não avisa quando vai embora. Somos feitos das nossas lembranças, e existem algumas saudades que eu gosto de ter. Sentir saudades de uma cidade é sentir saudades de tudo que ela desperta em você. E quando a saudade lusa aperta, só um fado sobre esta mulher pela qual eu me apaixonei, para amenizar a saudade. 

<3 



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