Semana que vem já é carnaval e eu já comecei!
Sou dos anos 90 (1991 para ser mais exata) e parecia uma questão de tempo para alguém ter a ideia maravilhosa de reunir os hits desses anos 'animados' e tocar na época de carnaval!
E lá fui eu, reunir material para esse blog M-A-R-Avilhoso, pular com a banda Moveis Coloniais de Acaju.
Depois de 2:30 pulando, cantando, gritando, rindo e tomando banho de catuaba com meus amigos eu tinha certeza que eu ia enfartar! (Graças a Deus, isso não aconteceu!) Carnaval é uma das festas para dar espaço para a alegria e para gastar energia.
Quem estiver em Uberlândia na Quarta-Feira dia 03 não percam o Baile de Máscaras no Mercado Municipal, e na Quinta e na Sexta-feira dias 04 e 05 marchinhas na Praça do Coreto!
Aqui um gostinho do Axe 90
Desculpem os atrasos do textos, mas eu estava muito ocupada curtindo a vida por ai.
Bom domingo a todas e todos. Beijo na Bunda e até segunda :*
Na quinta feira, minha mãe chegou com um remedinho da homeopatia contra a dengue, que ela descobriu na internet. A formula foi descoberta pelo médico homeopata e professor da Faculdade de Medicina de Rio Preto, Renan Marino, criador da fórmula do único medicamento para dengue.
“Não se trata de uma vacina, mas um medicamento homeopático que tem a função de atenuar o quadro da doença”, diz o médico que apresentou a fórmula pela primeira vez em um trabalho de mestrado em 2003.
"O medicamento é composto de três componentes: eupatório (Eupatorium perfolatium), planta medicinal com ação analgésica que age nas dores no corpo típicas da dengue; fósforo, mineral que protege as funções hepáticas normalmente comprometidas pelo vírus, além de reduzir náuseas e vômitos; e um preparado do veneno de uma espécie de cascavel (Crotalus horridus), que tem forte ação anti-hemorrágica.
A patente do remédio foi cedida por Marino a um laboratório farmacêutico, que o comercializa com o nome de Proden. Este também é a primeira e única medicação já aprovada pela Anvisa para o tratamento da dengue.
A fórmula também pode ser manipulada em farmácias homeopáticas e tem dosagens diferentes para prevenção e tratamento da dengue. Segundo Marino, para prevenção, devem ser tomadas cinco gotas do remédio, uma vez por semana, durante o período que durar a epidemia. No caso do tratamento, a orientação é que sejam tomadas cinco gotas, quatro vezes ao dia, por 10 dias consecutivos." (Mais informações no link: http://www.namu.com.br/materias/homeopatia-no-tratamento-da-dengue )
Para a maioria das pessoas, associamos Portugal com o estilo musical Fado. Realmente, é maravilhoso, mas os portugueses possuem uma produção musical muito rica, nova e ligada ao jazz.
O jazz, estilo musical original dos Estados Unidos, entrou na Europa pelos portos de Lisboa, cidade que possui muitas casas de jazz e onde está localizada a primeira casa de jazz do continente (o Hot Club).
O 'Farol Música' é um canal no YouTube que eu acompanho e que sempre lança novidades da terrinha, na quarta feira eles lançaram essa maravilha, com a serra de Sintra como fundo. Como diz o nome da música, vamos navegar por ai !
Hoje eu vi uma cena no shopping que me despertou um
sentimento ambíguo.
Enquanto eu apreciava um cappuccino com doce de leite,
passou um pai olhando fixamente no celular, segurando a mão do seu filho
pequeno. O menino perdeu um sapato e chamou a atenção do pai três vezes, até
que ele parou de olhar o celular e viu que o sapato do filho estava lá atrás e
eles voltaram para pegar.
No início eu achei engraçadinho. Minha colega logo disse: ‘os
problemas da modernidade’. Depois que ela chamou minha atenção para isso, parei
para pensar em como eu estava me relacionando com os aparatos tecnológicos.
É um caminho sem volta. É inevitável, a cyber cultura e o
cyber espaço fazem parte da nossa vida e nós temos que lidar com isso. Até para
uma entrevista de emprego nossas redes sociais são avaliadas. Fale-se muito sobre
fazer desintoxicação do mundo virtual que está cada vez mais presente no dia a
dia, hoje existe até o tempo exato que se deve passar navegando na internet e
existem aplicativos para regular o tempo que você utiliza suas redes sociais.
Acho isso engraçado também, porque isso é algo difícil de generalizar já que o
tempo é uma entidade relativa.
É legal curtir as
ideias dos outros, compartilhar conteúdos interessantes e postar o que estamos
pensando. Entretanto, a vida não pode girar em torno disso. A pergunta que fica
é ‘ficamos tanto na frente de computadores, smartphones, tablets, que as vezes não
percebemos o que acontece do nosso lado’? Essa pergunta eu já respondi. A questão é sempre o modo como vamos
utilizar esses aparatos e achar a dosagem certa entre o a realidade virtual e a
realidade.
É dia de feira, terça-feira, quarta-feira não importa a
feira, quem quiser pode chegar!
Quarta é o dia de feira aqui perto da minha casa. Eu adoro
feira, tem uma bagunça organizada no lugar, você entra em contato direto com o produtor do seu alimento e as pessoas parecem estar despreocupadas quando se encontram por acaso. É cheio de estímulos para nossos
sentidos, as cores das frutas, os cheiros dos temperos, sempre tem alguém que
aperta as frutas ou sacode o abacate para ver se ele está maduro. Pechinchar
é quase que obrigatório em uma feira livre, não vi ninguém não pedir o tal do ‘choro’.
E por fim, não tem como resistir ao pastel frito na hora, é simplesmente o melhor pastel da cidade.
Mas o melhor da feira é a maneira como somos abordados. Aqui tem uma seleção das melhores frases que escutei na feira e vale tudo para chamar a atenção:
- Moça bonita já provou o melhor abacaxi do cerrado?
- Vamo chegando que tá docinho, docinho!
- Desconto especial,
leve dois e pague três
- Nessa barraca moça bonita não paga ... mas também não leva!
Tem coisa mais gostosa do que receber um ‘Luu estamos com
saudades! Venha nos visitar! ’? Essas expressões de sentimentos, nos fazem
sentir queridos e apontam que somos importantes para alguém.
Entretanto, mensagens como essa me fez refletir sobre a
amizade.
Esta relação entre pessoas que choram o nosso choro e
sorriem o nosso sorriso, é uma relação pouco valorizada na nossa cultura, já
que estamos sempre preocupados com nossas relações amorosas. Porém, para além
dos parceiros amorosos, é para com os amigos que queremos compartilhar nossas conquistas
e comemorar com eles o que eles conseguiram. Tornar-se amigo de alguém é como
escolher alguém para ser seu parente. Exige cumplicidade, parceria e estar
presente.
Sobre isso, compartilho aqui um poema de Oscar Wilde e doses filosóficas de Flávio Gikovate.
Quando aceitamos abrir nossos
olhos para ver a beleza das coisas (des)interessantes do dia a dia e ver (como
disse Marol no seu primeiro post) as maravilhas do cotidiano, exige-nos, em alguma
medida, uma mudança.
Mudar é difícil. Ou porque não
queremos mudar ou porque ter que fazer algo diferente do que estamos
acostumados pede um esforço e disciplina para que a alteração seja feita. Para
fazer as minhas crônicas sobre a vida (assim que vou chamar meus textos) tive
que fazer algumas mudanças. Nunca gostei muito da rotina, tento quebra-la sempre
que possível e, pode não parecer, mas sou uma mulher observadora e pensativa,
assim, achar algo diferente, novo ou curioso no meu dia para trazer aqui para o
blog não vai ser muito difícil. Desta forma, a grande mudança é a disciplina e
preencher a página em branco com palavras que produzam algum significado.
Mudar, além do próprio significado da
palavra, é um verbo tanto transitivo quanto intransitivo, por isso brinquei com
o fato de ser 'cambiante'. Quando algo muda em nossas vidas, parece que tudo é
novo, ficamos mais sensíveis para perceber as transformações ao nosso redor. Só cambiar não é o suficiente, temos que aceitar a mudança. Digo isso, porque eu
estou num período de términos e começos e me parece um tanto complexo
compreender as modificações das pessoas ao meu lado inclusive as minhas. É nas
fases de transição que fazemos uma avaliação profunda sobre nós, nossos
valores, qual caminho queremos seguir e são nessas doses filosóficas diárias
que vamos nos transformando em quem somos. São nessas reflexões que alteramos
os rumos das nossas vidas, e eu sou do time que segura as rédeas da minha vida,
não dou esse cargo para ninguém pois não quero ser coadjuvante na minha própria
vida.
Hoje, na tentativa de montar a
instalação que é a minha vida fui desmontar meu guarda roupa e me livrar de
tudo aquilo que não serve (porque eu engordei, porque não faz meu estilo mais,
sempre tem aquela camiseta que você ganhou e nunca usou, ou porque eu mudei). Até
roupa rasgada eu achei, fiquei meio triste em ter que tirar aquele vestido da
minha vida, pois ele tinha um valor afetivo. Mas hoje eu uso ‘M’, ele se tornou
um ‘P’ rasgado. Neste momento, a música do Belchior nunca coube tão bem ‘No presente a mente e o corpo é diferente e
o passado é uma roupa que não nos serve mais’.
E assim se foram três sacolas com
roupas, bijuterias e sapatos que minha mãe já tem endereço certo para doar. De
fato, quando mudamos, transformamos o que está ao redor. Mudar é um fator que
nos torna vivo e eu mudei concordando com o Raul, que também prefere ser uma metamorfose ambulante.
Bom, hoje encerro minha semana de escritura (mas volto já!) e posso dizer-lhes que a experiência foi feliz, transformadora e inquietante. No meu primeiro post propus um novo olhar, um novo olhar sobre as coisas, sobre o que nos circunda e, principalmente, sobre nós mesmos.
Creio que tudo que tentei olhar ou perceber de forma diferente, muito revela sobre mim, sobre minha personalidade, sobre meus gostos, sobre minhas (in)diferenças, sobre minhas dores e sobre meus anseios. Falei sobre olhar, encontrar, recordar, dançar, sonhar e agora conto-lhes sobre chorar...
Hoje foi um dia doloroso, fisicamente e espiritualmente, e assim só pude pensar num mantra-oração-canção que me acompanha desde o momento que precisei superar o maior luto vivido da minha vida (sim! um luto vivido da vida! com figuras de linguagem e tudo).
"Milágrimas" é uma poesia de Alice Ruiz, musicada por Itamar Assumpção, que descobri pela voz doce de uma amiga e que desde então me acalenta a alma quando diz:
"Em caso de dor ponha gelo Mude o corte de cabelo Mude como modelo Vá ao cinema dê um sorriso Ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo Se amargo foi já ter sido Troque já esse vestido Troque o padrão do tecido Saia do sério deixe os critérios Siga todos os sentidos Faça fazer sentido A cada mil lágrimas sai um milagre Em caso de tristeza vire a mesa Coma só a sobremesa, coma somente a cereja Jogue para cima, faça cena Cante as rimas de um poema Sofra penas, viva apenas Sendo só fissura ou loucura Quem sabe casando cura Ninguém sabe o que procura Faça uma novena reze um terço Caia fora do contexto, invente seu endereço A cada mil lágrimas sai um milagre Mas se apesar de banal Chorar for inevitável Sinta o gosto do sal, do sal, do sal, do sal Sinta o gosto do sal Gota a gota, uma a uma Duas, três, dez, cem mil lágrimas, sinta o milagre A cada mil lágrimas sai um milagre"
Num passeio por estas terras do Triângulo Mineiro, na nossa irmã vizinha Uberaba, terra boa, embora não da garoa, de casarões e igrejas impecáveis, encontro um elemento da arquitetura que exerce um fascínio indescritível sobre mim: a porta. Primeiro uma, depois duas e logo mais uma.
Três portas que me chamaram a atenção pela mesma razão: eu não podia entrar no lugar que elas encerravam. Mas devo dizer que muito me encantam portas fechadas, dessas que a gente vê por aí majestosas, silenciosas e intactas. Gosto porque me fazem pensar: quem as atravessa? que histórias contam? que lágrimas escondem? que alegrias compartilham? que chaves as abrem? quem as bate?
Creio que por uma porta só se pode entrar memórias, afetos e histórias.
Pelas cores complementares, azul e amarelo, creio que atravessaram promessas, joelhos e preces.
Pelo duro e ornamentado ferro, cânticos e anjos.
E pelo verde desbotado e ensimesmado, grandes festas, lindas moças, crianças correndo e um altivo senhor.
Pode até ser que eu um dia as abra, mas a sensação de não ter as chaves, diz qualquer coisa a respeito sobre seguir sonhando e me perguntando onde as chaves cabem?
Hoje, logo nas primeiras horas da manhã, me deparei com uma foto no instagram que me emocionou muito. Por um momento fiquei atônita, e só conseguia pensar: "Que foto linda!", num outro momento só conseguia me orgulhar porque na foto havia um lindo salto de uma bailarina... Bailarina essa, que me concedeu seu irmão como marido e sua família como a minha.
Logo pensei que queria aquele salto na minha casa, aquela leveza, aquela espontaneidade de quem sobe às alturas para elevar os céus.
Pensei também na minha admiração pelas bailarinas e não sendo uma bailarina devo agradecer a uma querida amiga de infância minha primeira imersão por esse mundo, já que ocupava cadeira cativa nas apresentações de balé dela. Muitos anos depois, ganho de presente outra querida bailarina que sempre acompanhei pelo seu Palco de Arte, e outros anos depois tenho o orgulho de ter uma meia irmã bailarina, que faz da sua dança seu ofício, que ensina com primazia, da primeira à quinta posição, do grand-plié ao demi plié, o que é fazer dos passos de dança a ciranda da vida.
Por mim, no mundo, haveria mais bailarinas como essas que tenho na minha vida, com postura disciplinada, mãos delicadas, sorrisos graciosos e força inquebrantável.
Peço licença a Chico Buarque e Edu Lobo por tomar-lhes o título de uma de suas composições, e a Degas uma de suas grandes admirações.
Perceber algo diferente hoje foi um pouco difícil, até pensei que havia fechado os olhos todo o dia e me conduzido no piloto automático, pode até ter sido, pois os afazeres diários tomaram conta de mim de uma tal maneira que só pude manter os olhos vidrados no verde do semáforo; mas que bom que foram só os olhos físicos... pois os da alma, em algum momento e com ajuda das minhas companheiras de blog, se despertaram.
Hoje, era um dia bem esperado, pois havia marcado de tomar café com uma grande amiga em uma quitanda que eu adoro (e tem pamonha e bolo caçarola!!!). Chego toda desengonçada pela correria do dia, mas ela... ela chega destroçada pelas dores da alma, as quais também têm me afligido muito, mas naquele momento soube que as minhas haviam se retirado e eu precisava carregar um pouco daquela dor em meus braços, dor essa que sofre por esperar muito do outro (e sobre esperar muito das pessoas, uma sábia amiga me disse horas depois ao telefone: "enquanto a gente não resolve muitas coisas que estão dentro da gente, a gente fica protelando para o outro").
Sempre achei que podemos contribuir incrivelmente na vida do outro, seja essa tal alteridade nosso amigo, nossa namorada, nossa mãe, nosso marido, nosso irmão ou aquele que nem ao menos conhecemos. Nos empenhamos, nos doamos, nos refazemos no outro, mas esperar às vezes pode ser um equívoco, esperar o que o outro não pode dar é um ato egocêntrico, porque queremos o que damos, mas quantas vezes nos perguntamos se a pessoa pode doar exatamente aquilo que desejamos, talvez ela não tenha estrutura para isso, às vezes não sabe o que queremos porque não dissemos ou porque não demos um bom exemplo.
E isso muito tem a ver com a projeção que fazemos no outro, como se ele fosse inteiramente responsável pelos nossos momentos felizes e tristes, ou seja, protelamos para o outro o que é nosso, inteiramente nosso, pois não há felicidade ou desilusão no outro... nós somos inteiramente auto responsáveis por nossas escolhas, e podemos escolher não viver do outro e para o outro. Só assim poderemos reverberar o famoso "dar e ..." viver!!! E tenho certeza que quando damos o nosso melhor: a nossa melhor gargalhada, o nosso melhor pensamento, a nossa melhor intenção, receberemos seja do outro, seja do universo. Isto é, plante a sua melhor semente e colha o seu melhor fruto, aquele que só os travesseiros colherão de noite, a consciência tranquila. E se por acaso achar que está recebendo pouco, muito pouco, quase nada... dê passagem à escolha de não ter que receber do outro.
A matemática é simples, tautológica e é cantada: "cada uno da lo que recibe, y luego recibe lo que da".
Com isso quero aprender não exigir do outro o que não é responsabilidade dele, sobre a responsabilidade desse outro só ele atua... Sobre a minha, tenho seguido minha consciência!
"RECORDAR: Del latín re-cordis, volver a pasar por el corazón"
Citação do meu amado Galeano no meu querido "El libro de los abrazos" que revela bem a minha emoção de hoje.
Em um dia já fatigado, cheio de organizações e preocupações, chego em casa e meu porteiro, que nunca se esquece da sua responsabilidade de manter a entrega da correspondência em dia, me entrega um exemplar único selado de carinho: um cartão postal.
Sempre fui daquelas que achava extremamente lindo as caixas postais amarelas e monumentais espalhadas pela rua, sempre as achei convidativas ao amor, à palavra, à saudade e ao aconchego, e até houve uma época em que as usava com frequência para trocar cartas com minhas amigas da escola ou com as amigas que viajavam em intercâmbio. Através delas enviei notícias, saudades e beijos, e recebi muita coisa boa também, como a foto de um inverno duro na Alemanha, relatos de uma high school student, cartões de Natal, altas gargalhadas, lágrimas saudosas e muito mais.
E hoje, recebi de um amigo querido - daqueles que você só sabe admirar - um cartão postal, que emoção!!! Muita emoção, porque tudo que o correio me trouxe chegou mais ou menos até os 15 anos de idade, ou seja, há 15 anos não sinto a emoção da letra de alguém preparada para mim, desenhada e pensada nos mínimos detalhes, desde a compra do cartão até o passeio ao correio.
E foi assim que Barcelona chegou até mim, uma cidade, nas palavras do meu amigo, acolhedora, histórica, progressista, sustentável e cosmopolita... Sentir essa cidade num cartão 10x15 é uma felicidade, e felicidade maior é saber que alguém voltou a passar pelo coração para chegar a mim e que nem o Oceano Atlântico pôde impedir a façanha de RECORDAR!
Terminei meu dia pensando se hoje meus olhos levaram minha alma para passear. E talvez não houvesse percebido esse sorrateiro passeio até a hora que fui recebida com um longo abraço duplo e sorrisos de "seja bem vida"...
Hoje, encontrei com pessoas muito caras a minha infância e, portanto, nunca esquecidas na minha adultez, e agora me permito inverter os versos do nosso famoso poetinha e dizer: "Embora haja tanto desencontro pela vida. A vida é a arte do encontro".
Sim, depois de tantos desencontros, idas e vindas, saudade nunca esquecida, encontrei aquelas que sempre me acolheram com carinho, antes de cavalinho, quando eu era apenas uma menina, depois, acolheram meus anseios quando eu era apenas uma menina adolescente, e hoje, acolheram meu amor, um amor que existe há trinta anos, um amor de menina adolescente mulher que nunca as esqueceu... Um amor de prima mais nova!!!
Desde de que firmamos o trato de que poderíamos a cada dia... todo dia, olhar de forma diferente, venho tentando fazê-lo com disciplina. Olhar... e não, ver...
Porque às vezes nos parece que olhar e ver são sinônimos, e não é... não que eu esteja desmerecendo a língua nesse sentido, o que quero é enaltecer a alma. Porque com o tempo, ah com o tempo... você vai aprendendo que os olhos veem, veem tudo com a velocidade das nossas piscadas, com as cores que aprendemos a denominar, com o sentido que nos revela o mundo. E olhar? É simplesmente ver? Não! Quando se olha, primeiro se vê, depois se escolhe, se escolhe olhar a paisagem e se estarrecer, olhar o quadro preferido e sentir, olhar a janela entreaberta e descobrir, olhar o orvalho na folha e perceber, olhar o dia cinzento e sorrir, olhar aquele que se ama e viver.
O olhar carece da descoberta, do detalhe, da (re)significação, da alma aberta, da cautela, da liberdade; não há como olhar com grades, preconceitos, pessimismos ou inquisições.
Por isso, olhar todo dia de forma diferente é se transformar, é se libertar de amarras e julgamentos, é deixar a alma passear, é se encontrar no outro...
E para que eu mantenha minha disciplina, termino com as palavras do Subcomandante Marcos (líder revolucionário que lutou junto aos povos indígenas de Chiapas no México por dias melhores) ao contar "La Historia de las miradas" (História dos olhares) ele diz que os primeiros homens e mulheres do mundo:
"Supieron también que se puede mirar adentro del otro y ver lo que siente su corazón. Porque no siempre el corazón se habla con las palabras que nacen de los labios. Muchas veces habla el corazón con la piel, con la mirada o con pasos se habla.
También aprendieron a mirar a quien mira mirándose, que son aquellos que se buscan a sí mismos en las miradas de otros.
Y supieron mirar a los otros que los miran mirar.
Y todas las miradas aprendieron los primeros hombres y mujeres. Y la más importante que aprendieron es la mirada que se mira a sí misma y se sabe y se conoce, la mirada que se mira a sí misma mirando y mirándose, que mira caminos y mira mañanas que no se han nacido todavía, caminos aún por andarse y madrugadas por parirse"
Que continuemos olhando, mirando todo dia!!!
OBS: Esse texto encontrei ao planejar minha primeira aula de espanhol do ano, pois queria fazer diferente, olhar diferente... (não encontrei a data de publicação).
Todo dia poderia ser domingo.
Domingos são sempre especiais, é o único da semana em que posso acordar mais tarde, tomar café demorado, almoçar com a minha família e tirar a tarde para não fazer absolutamente nada. Depois gosto de ir à igreja também. Rotina simples, mas cheia de amor.
Crédito da imagem: Pinterest
Mas pensando bem, acho que todo dia pode ter um pouquinho de domingo, só descomplicar um pouco e colocar mais presença e simplicidade na rotina.
Hoje estive com minhas companheiras de blog e, entre um café e outro e muitas risadas, falamos sobre algo que nos une, a arte.
E nesse vai e vem de ideias relembrei a visita a um dos lugares mais lindos que já estive, o Inhotim. Um lugar maravilhoso, quase surreal, onde se tem a impressão de que a arte brota da natureza, um tesouro incrustado nas montanhas de Minas Gerais. Sonho com o dia que visitarei o Inhotim com meu filho ou filha e, percorrendo os caminhos do parque, cheios de boas surpresas a cada olhar, e ele correrá em minha frente ao avistar o Tamoril, uma das mais belas árvores do parque. E ali descansaremos sob sua sombra majestosa e agradecerei pelo privilégio de estar mais uma vez naquele lugar mágico. Todo dia é dia de relembrar boas experiências!
Hoje eu acordei animada. Depois de dois dias, comecei a enxergar meu copo meio cheio ao invés de meio vazio, como eu estava fazendo.
Estou sem carro e reaprender a usar transporte público e desembolsar com táxi todos os dias não tem sido fácil de engolir. Mas acordei mais animada.
Deus me fez com um pitada de resiliência, eu acho. Apesar de reclamar, choramingar e ruminar a mudança por alguns dias, me adapto com certa facilidade e acabo me acostumando com o novo. (Neste caso, ainda não me acostumei, apenas me conformei...)
Apesar da dificuldade, não deixei de fazer nada, cumpri todos os meus compromissos e ontem, entre um e outro, almocei sozinha no centro da cidade. O restaurante era pequeno, fica em uma ruazinha tranquila, meio antiguinho, mas bem acolhedor. Em todas as mesas tinha uma toalha colorida e a comida estava deliciosa!
Me servi e escolhi um lugar perto da janela para olhar o movimento.
A casa da frente me chamou a atenção. É uma casa dessas bem antigas, mas reformada. Fiquei olhando cada detalhe e a reforma, que ao primeiro olhar, pode parecer que a deixou mais bonita e "moderna", me pareceu exatamente o contrário. Era como se entre nós houvesse um filtro, uma máscara, que escondia a essência e a beleza da casa.
Ao analisar mais um pouco, percebi os detalhes, os contornos do telhado e a janela. Ah, a janela! Uma grande janela, com grades, como tudo que vemos hoje em dia, mas eram grades diferentes, quase um adorno.
Registrei, não com uma foto, mas com um desenho (ou rabisco):
Há dias tenho escutado a vinheta do canal GNT com uma musiquinha gostosa, onde os apresentadores dos programas cantam e dançam. Tenho a impressão de que eles se divertem de verdade, interagindo com cada verso. Dá gosto de ver!
E hoje, além de escutar, eu ouvi a música e fiquei apaixonada!
Música, assim como tudo na vida, traz interpretações diferentes para cada pessoa que ouve, para mim essa letra retrata a vida de cada um, que perdido em meio ao caos desse mundo, busca um pouso, um acalento...
"... tamo tipo
Passarinhos
Soltos a voar dispostos
A achar um ninho
Nem que seja no peito um do outro..."
E passarinhos sempre me lembram meu poeta preferido, Mario Quintana:
Hoje foi um dia normal. Quase normal. Um ou outro probleminha, uma dorzinha de cabeça, uma unha encravada e alguns pequenos episódios que insistiram em querer me tirar a paz. Trabalhei bastante. Cumpri tudo que eu tinha para fazer e fui para casa no horário de sempre. Tomei um banho relaxante e vi um filme água com açúcar, apropriado para uma terça-feira chuvosa. Tirei um tempo para ficar comigo e... Como foi bom! Foi delicioso sentir o corpo relaxar aos poucos, enquanto eu tomava uma xícara de chá. E nesse ritmo o dia se foi... Percebi que em qualquer dia, seja ele como for, Todo Dia tem algo de bom por aí. É só olhar de novo. Foi um dia feliz!
Depois de decidirmos iniciarmos nosso projeto, entre uma taça e outra de sangria, decidimos democraticamente que eu seria a primeira a buscar novidades no meu dia a dia.
O início seria hoje, segunda-feira, mas confesso que comecei a olhar diferente e buscar novos olhares desde o momento que falamos sobre isso.
Mas já que combinado é combinado, começo falando sobre o meu primeiro dia:
Como foi dia útil, preto na folhinha, o dia correu como qualquer outra segunda-feira: preguiça, vontade de ficar na cama, mas o dever me chamou, ou melhor, meu despertador tocou.
Pela manhã, nada de novidades, a preguiça me acompanhou até perto da hora do almoço e até pensei que não faria nada diferente, mas logo depois de almoçar aceitei o convite do meu marido e tomei um delicioso cappuccino com muito chocolate! Delícia! Foi reconfortante! Até voltei ao segundo tempo da segunda-feira mais animada.
No final do dia, fui para a cozinha e preparei um lanchinho para nós dois sem reclamar, sem murmurar e, o melhor, sem preguiça! Não parece ser novidade, mas é! Fazer algo na cozinha, em plena segunda-feira, sem me sentir a versão atual da Escrava Isaura, é uma novidade e tanto!
E para terminar o meu dia, comecei a ler um livro novo, mas não é qualquer livro. Foi presente de alguém que também foi presente do ano que terminou, a Carol, companheira de Todo Dia.
Esse foi meu dia, tenho certeza de que a partir de agora eu não farei mais tudo sempre igual e isso me deixa muito feliz!
¡Hola! ¿Qué tal? Depois de conversarmos sobre nossas perspectivas de um novo ano, a pergunta que marcou foi 'o que te comove?' Literatura, cinema, fotografia, arquitetura, música, gastronomia, todo o tipo de arte comove o trio do blog Todo Dia!
Assim, tivemos a ideia de descobrir coisas novas e que nos movimentam todos os dias, dando aquele ar colorido para as nossas vidas. Se a grande beleza da vida está em desfrutar os prazeres do cotidiano, aqui vamos compartilhar uma novidade para nós, todos os dias, seja uma música que nunca ouvimos, uma comida que nunca experimentamos e claro, sempre com bom humor!
Descobrir essas experiências será um exercício para nossos sentidos, treinar o olhar, dar atenção ao toque, ouvir (para além de escutar) e claro, os cheiros e gostos curiosos percebendo aquilo que está encoberto.
Aqui, Amelinha, Marol e Luciana mostrarão Todo Dia uma novidade. E no embalo da música, todo dia elas NÃO fazem tudo sempre igual, que tal mudar o seu dia a dia?