Assisti a um filme muito interessante hoje. A história é bem parecida com muitas outras do cinema e da vida de muita gente que conhecemos, em que pessoas com a vida "estruturada", ou julgam estar, tem a tarefa de reconstruí-la depois de um golpe. Nesse filme um professor, que já está na casa dos trinta, leva um fora da esposa percebe o quão difícil é aceitar a vida como ela é e se refugia em algumas ilusões, mas depois muitas desventurasele encontra o amor em alguém que estava sempre ali, que o observava de longe e que nunca teve coragem de dizer o que sentia. Até aí nada muito diferente, não é mesmo?
Mas o que chamou minha atenção foi uma das últimas cenas, onde eles se imaginam na velhice e a mocinha da história se descreveu de uma forma tão linda e delicada que ameniza todo e qualquer medo de envelhecer. Ela se descreve como uma velhinha e cabelos longos e brancos, com uma casa pequena e aconchegante, perto de um lago... E suavemente ela diz: "envelhecer deve ser bem legal...".
Envelhecer é viver. E viver é bem legal mesmo!
De vez em quando eu tenho algumas paranoias sobre isso. Sobre o que eu não fiz, mas que deveria ter feito na minha idade. Deveria? Onde está escrito isso? Em lugar nenhuma, mas todos nós temos um cronograma invisível na cabeça e ele foi escrito por pessoas que se sentiam confortáveis fazendo o que todo mundo faz, afinal é mais fácil seguir por uma estrada pavimentada a desbravar o próprio caminho.
E não sou do tipo que se aventura muito mesmo, mas estou longe de ser e fazer o que a maioria faz. Me identifico com poucos em hábitos e forma de pensar, mas no agir, sou igual a maioria: penso muito, acho que faço pouco, estou sempre querendo ser diferente e me aproximar do que sou na essência. Acho que entre o querer e o fazer, meu salto é positivo, tenho conquistado o respeito de muitos que não entendiam esse meu jeito.
E assim vou vivendo, envelhecendo (fato!) e colhendo os meus frutos e arrancando ervas daninhas. Assim é a vida.
"O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada.
Caminhando e semeando, no fim terás o que colher."
Lendo o blog, tomando uma xícara de café hoje pela manhã e lembrando assim o quão importante é fazer o que nos propomos a fazer no início deste ano: escrever um blog.
Esse blog é vida, é AMOR! Havia me esquecido dos olhos da alma... os afazeres diários e a ânsia de mudança os vendaram, e os textos das minhas parceiras de blog me trazem de volta ao que verdadeiramente importa na vida!
Obrigada, meninas, por estarem aí, exatamente onde vocês estão, amo vocês!!!
Domingo de Páscoa. Páscoa significa ... chocolate! NÃO.
Páscoa significa renascer. Para os cristãos, é o dia em que Jesus renasce.
Tomemos isso de forma alegórica para nossas vidas. Renascer no sentido de trazer de volta aquilo que por vezes nos esquecemos, deixamos no meio do caminho. Mas aquilo que nos faz bem e nos faz sentir melhor.
Deixar renascer dentro de nós aquela luz, aquele entusiasmo que por vezes ficou pra trás. Renascer, se reinventar não é tarefa fácil, mas um processo. E nesse processo você vai precisar olhar atentamente si mesmo, para suas feridas e reconhece-las. Aceitar tudo o que te torne quem você é, para depois deixar que renasça mais uma vez, aquilo que ficou guardado.
Uma Feliz Páscoa para todos, com muitos renascimentos internos.
As coisas estão ai no mundo, nos resta descobri-las.
A música de Giuseppe Tartini, Sonata per violino in sol menor, foi a grande descoberta do meu sábado, em uma conversa informal.
Reza a lenda que o músico compositor, em sonho encontrou com o Diabo em seu próprio quarto mexendo em seus instrumentos. Giuseppe pediu para que se retirasse já que ele nunca seria capaz de trazer beleza para esse mundo, muito menos a partir dos instrumentos. O Diabo sedutor que só ele, disse que faria a música mais bonita que ele já tinha escutado em toda sua vida. Ele pegou o violino e tocou com tamanha maestria, arte, inteligência e ousadia que ficou estasiado. A música mais bonita que escutara em toda sua vida. Perdeu o ar e acordou. Ao acordar saiu correndo para tentar reproduzir parte do que havia escutado.
Sonata per violino em sol menor - Giuseppe Tartini
A música e a história foram tema para a ilustração de Louis Leopold
Para essa sexta-feita da paixão, um pouco de conhecimento sobre religião.
Lembrando sempre que religião não é a mesma coisa fé e também não é espiritualidade.
Essas coisas se entreligam, mas não são a mesma coisa.
Um certo dia, uma pessoa com quem tinha um leve romance se queixou do fato de que os amigos dele, apesar de serem bons amigos, não o orientavam sobre quais as atitudes ele deveria fazer, ele queria que seus amigos o mostrassem como agir. Na contra mão de tudo isso, tinham aquelas frases prontas "O tempo cura tudo' e coisa e tal.
'Não são bons amigos', pensei. Logo em seguida pensei 'Isso também é função de amigo. Um terapeuta seria melhor nesse caso'.
E ai, uma amiga me aparece chorando pelo whatsapp por conta de um ex que ela não conseguiu esquecer, aquela choradeira toda, e tal e coisa.
Lembrei dessa conversa e parti rumo a casa dela.
Cheguei lá, conversei. Fiz ela colocar no papel tudo de ruim que ele tinha feito. Fizemos simpatias para esquecer o amor, fiz ela arrumar o quarta, jogamos algumas coisas desnecessárias fora, e guardamos as coisas desse ex numa caixa e a deixamos no fundo do armário.
Foi um trabalho braçal. Tomamos uma atitude. Puxei-a pelo braço quando ela precisou, e olha que ela só precisou de uma puxada leve.
No dia seguinte eu recebi 'Estou muito melhor. Não sei como te agradecer. Obrigada!'
As vezes o papel do amigo é tomar um atitude e brincar de ser terapeuta.
Na terça feira, dia 22 de Março de 2016 eu descobri o que é o ASMR:
Autonomous Sensory Meridian Response ou a Resposta Involuntária Sensorial, numa tradução livre.
É uma das coisas mais esquisitas que eu já vi e ouvi na minha vida.
Resumindo, são vídeos que começam em silêncio e uma voz em tom muito baixo ou sussurrando fala sobre um tema aleatório, e faz barulhos com água, abrindo objetos, folhas, coisas mais variadas. eles tem o intuito de fazer quem assisti relaxar e dormir.
Há quem sinta um relaxamento e durma antes que o vídeo acabe. Alguns chegam até a sentir um sensação boa no couro cabeludo e alguns arrepios. Outros detestam e se irritam.
Eu escutei falar disso e fui muito curiosa. No primeiro vídeo eu me apeguei no vídeo, e não tanto no áudio, o que me causou um estranhamento imenso. Confesso que ri porque é algo bem estranho. As ai eu prestei atenção nos barulhinhos e no tom da voz. Fez toda a diferença e eu dormi bem rápido. Continuo achando isso algo esquisito, mas vale a pena conferir.
Vou deixar aqui um dos melhores vídeos sobre ASMR.
Olá terráqueos, para iniciar essa semana, quero deixar um pedido de desculpas pelo MEGA atraso. As coisas já voltaram ao normal, voltamos aos nossos trabalhos, não tem mais ninguém de férias (apesar de queremos muito) e não. Repito, não consegui me adaptar ao ritmo desse ano par, onde as coisas acontecem absurdamente lento.
Sim, já nos encontramos no terceiro mês do ano. No final dele. E ainda estou em fase de adaptação. Vocês, espertos que só, devem ter notado 'essas mocinhas inverteram a ordem!!! Essa não é a semana da Lu!" É verdade. Trocamos, e as vezes faz parte! As vezes uma amiga precisa trocar de lugar, e lá estão os bons amigos para fazer isso :)
Por fim, deixo a pergunta para vocês, só eu acho que esse ano as coisas estão lentas ?
Cazuza cantou 'o tempo não para'. Padre Fábia cantou 'o tempo não espera ninguém".
Ontem meu marido trabalhou até de madrugada e, em plena sexta-feira, eu fiquei sozinha em casa e eu ocupei meu tempo bordando.
Bordar me acalma.
Me faz parar de pensar em coisas que me deixam ansiosa.
Quando estou bordando eu fico concentrada apenas no tamanho dos pontos, nas cores das linhas e no desenho. É um processo quase terapêutico.
Não se pode bordar com pressa. É preciso ter calma. O tempo de bordar é diferente, assim como o tempo de Deus. Um ponto de cada vez, um a um, as vezes é preciso desfazer e bordar de novo, como na vida. Mas, no final, por mais simples que possa parecer, surge uma linda e delicada história.
O Brasil tem acompanhado de perto toda essa crise política que preocupa a todos. Não vou entrar nesse assunto, pois não gosto de falar sobre isso e no estágio em que as coisas estão, nem todos tem respeito pela opinião do outro. Não são poucos os que confundem emitir opinião com ofender quem tem uma opinião diferente, infelizmente, acho que é tudo culpa da internet, que dá uma coragem surreal aos super sinceros.
Enfim, eu acompanhei as notícias e observando a fala os manifestantes me questiono se todos que estão nas ruas (e nas redes sociais, principalmente) "lutando" por um país melhor sabem de fato o que é corrupção.
Vi gente que fura fila, que joga lixo na rua pela janela do carro, que tem gato de energia ou de tv em casa, que usa vagas de idosos no shopping e que se aproveita de qualquer brecha que tenha no dia a dia para tirar proveito das situações.
Acho que a sujeira já se espalhou, a corrupção virou característica ou dialeto brasileiro, é a língua de todos. Infelizmente, tenho perdido a fé, não só nos políticos, mas nos que estão ao meu lado na rua, nossos colegas de clube, nossos vizinhos, etc.
Enquanto o "jeitinho brasileiro" for uma característica, não vejo luta verdadeira contra a corrupção, nas ruas ou em qualquer outro lugar.
Sociedade Ah, e Um Mistério Para Mim TEMOS UMA ambição com Uma concordamos qua NOS E Você acha Que rápido Você tem that Querer Mais do Que Precisa Até Que rápido Você tenha Tudo Que Você Não Será, Livre Sociedade, rápido Você é Uma Raça louca Espero Que NÃO esteja solitária sem MIM QUANDO rápido Você Quer Mais do Que rápido Você tem Rápido Você acha Que Precisa E QUANDO rápido Você PENSA Mais do Que rápido Você Quer SEUS Pensamentos começam a sangrar Eu Acho Que Preciso Para Encontrar Um Lugar Maior Porque when rápido Você tem Mais do Que rápido Você PENSA Rápido Você Precisa de Mais Espaço Sociedade, rápido Você é Uma Raça louca Espero Que NÃO esteja solitária sem MIM Sociedade, louca Muito Espero Que NÃO esteja solitária sem MIM Há aqueles Que Pensam, Mais ou Menos, Menos e Mais Mas se Menos e Mais, Como rápido Você Manter uma contagem? Meios parágrafo Cada Ponto que Faz, SUAS gotas de Nível Tipo Como Você está em começando a Partir do Topo Você Não PODE Fazer ISSO Sociedade, rápido Você é Uma Raça louca Espero Que NÃO esteja solitária sem MIM Sociedade, louca Muito Espero Que NÃO esteja solitária sem MIM Society, TEM Misericórdia de mim Espero Que NÃO esteja Zangado se eu discordo Sociedade, louca Muito Espero Que NÃO esteja solitária sem MIM Sociedade E Um Mistério Para Mim concordamos NOS TEMOS que Uma ambição É Você PENSA Que Rápido rápido Você tem que Querer Mais do Que Precisa Até Você ter Tudo, Você Não eStara Livre Sociedade, SUA Raça louca Espero Que Nao solitária esteja sem MIM QUANDO Rápido rápido Você Quer Mais do Que Tem Rápido rápido Você PENSA Que Precisa E QUANDO Rápido rápido Você PENSA Mais do Que Rápido rápido Você Quer SEUS Pensamentos começam a sangrar Acho Que Preciso Encontrar Um Lugar Maior Pois quando Rápido rápido Você tem Mais do Que imagina Rápido rápido Você Precisa de Mais Espaço Sociedade, SUA Raça louca Espero Que Nao solitária esteja sem MIM Sociedade, louca Realmente Espero Que Nao solitária esteja sem MIM aqueles dez achando, Mais ou Menos, que Menos e Mais Mas se Menos e Mais, Como Rápido rápido Você mantém hum placar? Quer Dizer Que pra Cada Ponto que Faz, Seu Nível cai E Como Começar do Topo Você Não PODE Fazer ISSO Sociedade, SUA Raça louca Espero Que Nao solitária esteja sem MIM Sociedade, louca Realmente Espero Que Nao solitária esteja sem MIM Sociedade, tenha piedade de mim Espero Que NÃO Fique brava Se Eu discordar Sociedade, louca Realmente Espero Que Nao solitária esteja sem MIM
Hoje foi mais um dia de aula de costura. Uma quarta-feira comum onde eu terminaria o costurando feliz um vestido novo. Eu disse feliz? É, não foi tão feliz que terminei o meu dia...
Estou costurando um vestido retrô, lindíssimo, usando um molde que eu comprei online em site gringo, deu um trabalhão para montar tudo, imprimi todas as folhas e depois uni tudo com fita adesiva. Escolhi uma estampa retrô bem bonita, os aviamentos, a cor da linha e... quis colocar uma gola peter pan para arrematar o visual retrô. Tudo perfeito! Costurei as laterais, uni as duas partes, coloquei o zíper e costurei a gola com muito capricho. Prontinho! Estava tudo lindo e muito bem feito!
Só faltou um pequeno detalhe, experimentar o vestido antes de dar o acabamento. Quando lembrei desse detalhe meu coração até bateu mais forte e o que eu temia aconteceu: a modelagem gringa não estava ajustada ao meu tamanho e, além disso, o tecido tinha elastano. Resultado, o vestido estava lindo, mas não serviu, ficou largo nas costas e eu teria que desmanchar quase tudo, a gola, o zíper, as costuras das costas.
Na hora tive vontade de chorar, depois pensei em encontrar alguém com as costas mais largas que as minhas para doar o vestido, depois passou pela minha cabeça rasgar tudo e esquecer essa história de costurar. Felizmente não fiz nada disso, parei tudo, trouxe o vestido para casa e estou refazendo com calma. Posso dizer que estamos nos reconciliando aos poucos.
O que eu aprendi com isso? Que errar é normal e até quando amamos muito alguém ou alguma coisa erros são cometidos. O que falta para perdoarmos os erros alheios e, principalmente os nossos, é respirar, dar um tempo e olhar de novo para quem ou o que nos fez cair de amores um dia. O amor ainda existe, mas existe também imperfeições. E amar é enxergar o todo, inclusive as imperfeições.
Resumindo, os erros do dia a dia nos ajudam a perdoar. Sem os erros, não perdoamos. Se não perdoamos, não olhamos de novo. Se não olhamos de novo, nos acostumamos. E se nos acostumamos, o que fazia o coração palpitar cai na vala comum do dia a dia... E aí, precisamos de algo novo para fazer o coração palpitar de novo.
Ah, apesar de não gostar de desmanchar costura, continuo apaixonada por costurar e espero ter a oportunidade de errar bastante ainda.
Hoje inicio a semana com uma nova idade. Fiz aniversário no último sábado e como em todos os anos eu sempre espero que aconteça algo diferente e que após o dia 12 de março eu sinta que tenho um ano a mais. Mas como sempre, nada acontece e eu não sinto nada. A tristeza, aliás, o período de reflexão que antecede essa data fica para trás e eu volto a levar a minha vida como antes.
Mas nesse aniversário foi diferente, comemorei diferente. Antigamente eu fazia questão de comemorar no café da manhã, almoço, jantar e a comemoração seguia por muitos dias. Dessa vez não, recebi muito carinho no trabalho na sexta-feira, no sábado muitos amigos me ligaram e enviaram mensagem, almocei com meus pais, algumas amigas me fizeram uma visita rápida e no fim do dia eu saí para jantar com o meu marido. E as comemorações se acabaram por aí.
Pensei sobre isso depois, fiquei com medo de estar depressiva. Mas não estava. Eu só queria levar do meu jeito. E eu sou calma, de poucas festas, mais reservada e porque meu aniversário seria comemorado diferente disso? É, achei o fio da meada.
Estou me respeitando mais, respeitando as minhas vontades e as minhas decisões. No início eu pensei que fosse egoísmo, mas não, o nome disso é amor próprio. Estou me amando mais, curtindo cada minuto na minha companhia e fazendo as coisas que gosto e do jeito que eu gosto. É claro que de vez em quando eu preciso me aventurar e fazer as vontades de outras pessoas, mas no final das contas, o saldo entre o respeito à minha natureza e a imposição do meio tem que ser positivo. E tem sido.
Na nossa condição humana estamos vivendo, aprendendo e com isso cometemos alguns erros. Ao tomar um atitude de machuca outra pessoa nos dividimos entre aqueles inconsequentes, que muitas vezes nem sabem que magoaram outrem e aqueles conscientes de suas atitudes.
Quando temos a noção da tristeza causada no outro, percebemos também que magoar não é um ato que se reflete apenas na pessoa, mas em quem magoa também. Ou seja, é uma via de mão dupla, magoar implica em sair magoado.
Contudo, para tirarmos esse peso na alma, só com outra atitude. Pedir desculpas.
"O tempo é o maior tesouro de que um homem pode dispor;embora inconsumível, o tempo é o nosso melhor alimento; sem medida que o conheça, o tempo é contudo nosso bem de maior grandeza: não tem começo, não tem fim; é um pomo exótico que não pode ser repartido, podendo entretanto prover igualmente a todo mundo; onipresente, o tempo está em tudo(...) rico não é homem que colecionada e se pesa no amontoado de moedas, e nem aquele, devasso, que se estende, mãos e braço, em terras largas; rico só é o homem que aprendeu, piedoso e humilde, a conviver com o tempo, aproximando-se dele com ternura, não contrariando suas disposições, não se rebelando contra o seu curso, não irritando sua corrente, estando atento para seu fluxo, brindando-o antes com sabedoria para receber dele os favores e não sua ira; o equilíbrio da vida depende essencialmente deste bem supremo."
Quinta-feira é um dos meus dias favoritos da semana. Parece que tudo de bom acontece na quinta, pra mim!
E no embalo da quinta da alegria, vou compartilhar aqui um dos meus quadros favoritos 'Bonheur de Vivre', de Henri Matisse.
A pintura fauvista 'Alegria de Viver' é um dos meus preferidos, por retratar de maneira teatral uma cena onde, as mulheres, as artes e a natureza estão integradas de maneira harmônica. As cores vivas são fidedignas as emoções do artista (não com a realidade) e também ao senso estético do que chamamos de vanguarda. As várias cenas acontecendo no quadro, assim como as árvores, trazem a perspectiva, o movimento e a leveza para o quadro.
Apesar de tudo isso, o melhor do quadro, e o que mais chocou na época em que foi exposto (1906), é o seu conteúdo. As personagens estão desfrutando de si mesmas e tudo que está ao seu redor. A Alegria de Viver se encontra no equilíbrio, nas artes e nelas mesmas.
É um quadro bem erótico. A nudez ajuda a erotizar, mas acho que isso se dá mais pelo fato do movimento dos corpos entre eles. Podemos associar isso a uma das alegrias da vida, mas ressalto o fato de que aqui há também um posicionamento estético.
Deixo essa imagem MÁravilhosa, e uma das minhas favoritas, para vocês pensarem na Alegria de Viver de vocês.
No Dia Internacional da Mulher, mais do que receber parabéns por ser mulher, hoje é um dia para analisar profundamente o que significa ser mulher para você. Ser mulher não é empecilho, não limita, não é problema. E se você se privou de algo por esse motivo, vai lá e faça. As mulheres de hoje querem tudo, elas podem tudo e o melhor, na maioria dos casos, elas conseguem tudo o que querem. Seja livre para ser a mulher que você quer ser. E ai de quem dizer que você não pode!
Não se esqueçam que o Dia da Mulher é Todo Dia. E aqui no Blog também.
Eu caminho por Buenos Aires e demoro-me, talvez já mecanicamente, na contemplação do arco de um saguão e da cancela; de Borges tenho notícias pelo correio e vejo o seu nome num trio de professores ou num dicionário biográfico.
Agradam-me os relógios de areia, os mapas, a tipografia do século XVIII, as etimologias, o sabor do café e a prosa de Stevenson; o outro comunga dessas preferências, mas de um modo vaidoso que as converte em atributos de um actor.
Seria exagerado afirmar que a nossa relação é hostil; eu vivo, eu deixo-me viver, para que Borges possa urdir a sua literatura, e essa literatura justifica-me.
Não me custa confessar que conseguiu certas páginas válidas, mas essas páginas não me podem salvar, talvez porque o bom já não seja de alguém, nem sequer do outro, mas da linguagem ou da tradição.
Quanto ao mais, estou destinado a perder-me definitivamente, e só algum instante de mim poderá sobreviver no outro.
Pouco a pouco vou-lhe cedendo tudo, ainda que me conste o seu perverso hábito de falsificar e magnificar.
Espinosa entendeu que todas as coisas querem perseverar no seu ser; a pedra eternamente quer ser pedra, e o tigre um tigre.
Eu hei-de ficar em Borges, não em mim (se é que sou alguém), mas reconheço-me menos nos seus livros do que em muitos outros ou no laborioso toque de uma viola.
Há anos tratei de me livrar dele e passei das mitologias do arrabalde aos jogos com o tempo e com o infinito, mas esses jogos agora são de Borges e terei de imaginar outras coisas.
Assim, a minha vida é uma fuga e tudo perco, tudo é do esquecimento ou do outro.
"Mãe Terra", divindade andina relacionada à terra, à fertilidade e ao feminino... Cada vez mais tenho pensado na força da terra... da Mãe Terra, daquela que nos concebe e nos acolhe. Tenho tentado ser mais coerente com ela e mais forte como ela, de fato ainda há muito a semear. Mas é tão bom saber que muitos estão semeando ou já semearam e estão colhendo frutos... que muitos estão pensando num ciclo mais tenro da Mãe Terra, que muitos querem devolver de bom grado o que ela nos fornece, que muitos cuidam do seu porvir, e sei que ainda não estou entre estes muitos, pois sim, admito, há muito que mudar, há muito que conhecer, há muito que doar.
E todo domingo, aqui na nossa cidade, há quem doa à Terra o que vem da Terra, por isso aconselho a todos, deixem seus domingos mais tenros, visitem a Feira Agroecológica Pachamama....
"Hortifruti orgânicos, agroecologia, artesanato, cerâmica artística, saboaria natural e alimentos saudáveis. Rua João de Barro, 396, Cidade Jardim. Uberlândia. Das 9:00 ás 13:00 hrs."
"Muito amor que não cabe" foi com essa declaração de amor que no intervalo entre uma aula e outra que me deparei num sábado de manhã. Depois de uma semana difícil, de energias perdidas, me tranquilizo e descanso nessas palavras vindas de quem deve estar só do lado esquerdo do peito.
Dizem que quando estamos tristes ou desiludidos, Deus nos envia mensagens, pequenas sutilezas, que invadem seu sorriso e acalma a alma, essa foi a sutileza do meu dia, foi a certeza de que tudo está bem, mesmo quando não está.
E foi assim que respondi a essa declaração: "Amor que não se mede e não se repete!!!"
"As pinturas de Vincent Van Gogh tem alcançado milhões de fãs ao redor do mundo, o artista é uma grande figura do impressionismo. O filme 'Loving Vincent', que será lançado no final de 2016, vai prestar homenagem ao seu estilo inimitável."
Fragmento da notícia de 02/03/2016 da incrível revista digital sobre artes visuais, DASartes (recomendo muito a leitura!!!)
Meu coração já está acelerado só de pensar em ver uma maravilha dessa em forma de sétima arte. Me parece que que a vida do grande mestre impressionista será contada, com todo o critério e esmero, através de 120 pinturas suas e baseada em mais de 800 cartas escritas por ele. Ver sua luz e sua penumbra, suas noites estreladas, sua soltura e sua vida desequilibrada, sua grandiosidade e sua ingeniosidade de artista sendo recriadas através de outra arte só me faz crer que será imperdível tamanha façanha. E assim seguirei loving Vicent!!
É março... Mês de meus piscianos inveterados, e também das águas de março que fecham o verão, adoro esse dueto e há anos o canto sozinha no chuveiro...